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Uma década em dois anos

Uma década em dois anos

05.05.2015.

Juscelino Kubtischet pregou, em sua campanha presidencial, que faria o Brasil evoluir 50 anos nos 5 que ocuparia o cargo presidencial. Se ele cumpriu ou não sua promessa há espaço para discussão, mas seu slogan de campanha nos serve bem! Vivemos uma década em dois anos quando falamos do universo digital.

Tomemos o ranking de usuários por país no Facebook. Em 2011 o Brasil ocupava a 12º posição 13,4 milhões de usuários. Já em 2012 subimos para a 2ª posição com mais de 51 milhões de usuários na rede social atrás apenas dos EUA. No último relatório disponibilizado pelo Facebook, já atingimos 89 milhões de usuários com mais de 60 milhões de ativos por dia.

Crescemos 560% em pouco mais de um ano em número de usuários do Facebook. O número de brasileiros ativos por dia no Facebook em 2014 foi quase 5 vezes superior ao número total de usuários brasileiros do Facebook em 2011!

Isso nos mostra algumas coisas bastante relevantes:

1) As pessoas querem se expressar

Mais do que manter contato, as redes sociais têm mostrado que as pessoas querem se fazer ouvir, querem expressas suas opiniões e ao fazê-lo esperam repercussão.

Todo mundo fica feliz quando um post “causa” na rede social, mentira?

2) O consumidor quer ser informado

Não são raros os casos de pessoas que ouvimos comentando “Não sabia disso, não apareceu no meu Facebook!”.

Pois é isso mesmo, se não aparece no timeline do Facebook, Instagram, Twitter é quase como se não houvesse ocorrido. Não é incomum encontrar pessoas que assinam o mailing de um ou outro veículo de mídia para que a informação venha até ela.

Não tenho tempo de ler jornal!

São poucas as pessoas que buscam notícias e em geral aquelas que vão aos portais em busca de notícias, estão de olho em assuntos específicos de seu interesse pessoal ou profissional.

Fazendo isso aparecem coisas interessantes ou “off-topic” que geram aquela expressão de: “Isso é maneiro, vou compartilhar!”

3) O modelo de comunicação mudou (e está mudando)

Até bem pouco tempo atrás o conteúdo que consumíamos vinha pronto, linear e formatado para o meio de comunicação mais alto nível que conhecíamos. Os horários do jornal, da novela, do filme eram determinados e guiávamos as ações da família pelos programas que queríamos assistir.

Hoje em dia, tudo está on-line, o jornal pode ser visto a qualquer hora no site da emissora, assim como a novela e os programas de auditório, os filmes e seriados está no site e aplicativo da TV a cabo ou do próprio canal que os transmitem e até, para alguns casos, no canal internacional que produz o filme ou série.

A audiência escolhe o que quer ver e quando quer ver, não é mais a emissora que manda na nossa agenda, somos nós que mandamos na deles.

4) Ninguém lê!

Há alguns especialistas que pregam, ainda hoje, que os posts em redes sociais tendem a substituir o blog corporativo. A verdade é que a audiência não lê tudo que é postado, se o post for muito longo, eles param no meio. Ou seja, é preciso ser conciso ao escrever.

O título deve se provocador e o texto um resumo de leitura rápida dando a linha geral do conteúdo e deixando os detalhes para o restante do post. Assim a parte relevante da informação é passada a diante e os detalhes serão consumidos conforme o interesse real da audiência.

Esses quatro itens devem ser considerados quando construindo a estratégia de marketing de conteúdo de uma marca ou produto.

Author:

Formado em engenharia de computação pela PUC-Rio é um apaixonado pelo mundo digital e um entusiasta do empreendedorismo e da capacidade humana de superar e se adaptar!