BRAINSTORMING

nosso jeito de pensar o ambiente de negócios
Não interrompa as pessoas, conquiste-as!

Não interrompa as pessoas, conquiste-as!

01.03.2015.

Não há nada mais irritante do que o imenso volume de publicidade que aparece quando estamos buscando alguma coisa na internet. Quando abrimos um site e aparece aquele pop-up irritante, o pessoal das agências chama de intervenção, deveria chamar interrupção.

O mais legal é que o povo segue vendendo para as grandes marcas um formato que, ao longo do tempo, já se provou muito pouco eficaz. A taxa de click média (CTR) em propaganda on-line é 0,11% em computadores e 0,35% em tablets e smartphones.

Mais de 99% das pessoas questionadas sobre o assunto disseram que simplesmente não suportam publicidade on-line. Destaque especial para os pop-ups e vídeos em autoplay.

O uso dos recursos de publicidade on-line (banners, pop-ups, pesquisas, etc.) esquece o mais importante, o interesse da pessoa que está navegando.

Parece que os marqueteiros e agências que planejam as campanhas das marcas esquecem de se colocar no lugar de seu público alvo. Não foi uma vez só eu ouvi de pessoas influentes em grandes empresas a frase: “Eu não clicaria nessa propaganda por que não sou o público alvo dela”.

OK, mas será que o público alvo da campanha clicaria ou ficaria extremamente irritado de ver sua navegação interrompida por uma propaganda, pro melhor contextualizada que ela esteja? Se considerarmos a taxa de rejeição de publicidade on-line (maior do que 99% segundo pesquisas), parece que a publicidade só irrita!

É verdade que o momento de exibição da publicidade em um site ou aplicativo é controlado por seu dono e não pela marca, mas o usuário não se irrita com o site, ele se irrita com a marca. Não adianta imaginar que o usuário tem entendimento disso, ele fica com raiva da marca que atrapalha sua navegação, simples assim.

A moral disso tudo é que marketing não pode continuar sendo só publicidade, já está claro que publicidade on-line é algo que fechamos e odiamos.

“Precisamos parar de interromper o que as pessoas estão interessadas em fazer e nos tornar aquilo em que elas estão interessadas” – Craig Davis, ex Chief Creative Officer da JWT

Temos que ter claro que o marketing de hoje em dia está relacionado as pessoas muito mais do que já esteve. Não é mais questão de explicar o que a marca faz, mas por que faz.

Não se pode esquecer que o consumidor é uma pessoa real. E por isso devemos pensar sempre no valor que está sedo gerado para ele.

O único marketing capaz de entrar na vida de uma pessoa sem ser intrusivo, marcar seu espaço e criar conexão com as pessoas é o marketing de conteúdo. Mas marketing de conteúdo precisa ser direcionado aos interesses das pessoas, precisa ser contínuo e focado em atingir as pessoas certas, na hora certa e, obviamente, com a mensagem correta.

Author:

Formado em engenharia de computação pela PUC-Rio é um apaixonado pelo mundo digital e um entusiasta do empreendedorismo e da capacidade humana de superar e se adaptar!