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Lealdade é o que Importa!

Lealdade é o que Importa!

21.04.2015.

Tenho observado uma onda falando da morte do marketing, do fim dos 4Ps e outras baboseiras similares.

Recentemente li um artigo interessante que me fez pensar sobre o tema a sério. Eu sei que o marketing não morreu e tenho certeza que não vai morrer.

Marketing é a troca de valor entre duas ou mais entidades.

Ao menos é assim que eu gosto de defini-lo. Em sendo uma troca de valores, é preciso que haja valor para ser trocado. Valor não precisa ser financeiro ou monetário.

Por exemplo, quando vamos a um evento o que efetivamente compramos é a experiência que o evento nos proporcionará, tanto que o ingresso até serve de lembrança, mas não é o ápice da experiência.

O mesmo vale para a compra de um telefone celular. Podemos comprar qualquer smartphone disponível que seremos capazes de instalar aplicativos, mandar mensagens, fazer ligações e navegar na internet. Se isso é verdade, porque queremos um iPhone? Mais ainda, por que queremos o iPhone mais novo se o anterior nos atende muito bem?

Consumismo? Não só! O ponto é que a Apple conseguiu uma façanha ímpar, ela transformou seu produto (aliás, todos os seus produtos) em objeto de desejo e símbolos de status. Fácil? Não, nem um pouco. Mas o interessante é observar que depois de conseguir esse posicionamento, a Apple pode se dar ao direito de abandonar o investimento em publicidade.

Você nem tinha se tocado de que nunca viu uma publicidade da Apple, tinha?

Ela investiu e investe na busca constante de melhorar seus produtos e na experiência de seus consumidores (nós!). No mundo real, analógico e palpável, podemos citar outras empresas com viés inovador parecido com o da Apple, mas são raros. Me lembro da 3M de pronto. Na época da faculdade (hora de entregar a idade) falávamos de Xerox também.

O ponto é exatamente esse, como sobreviver no mundo atual onde o consumidor detém a informação e exige não só produtos de qualidade, mas produtos customizados ou tailor-made (feitos sobre encomenda) com custo razoável?

É preciso abandonar a comunicação MARCA->CONSUMIDOR e aprender a trabalhar na direção contrária, ouvindo o que o consumidor espera do produto. Para conseguir fazer isso, o primeiro passo é o mais difícil, criemos lealdade com o consumidor. Tragamo-lo para perto como um parceiro e vamos envolve-lo no processo de construção do produto desde o momento da criação.

Vamos manter em mente que o mundo é beta! E sendo beta, estamos autorizados a experimentar desde que sejamos honestos e transparentes todo o tempo.

Author:

Formado em engenharia de computação pela PUC-Rio é um apaixonado pelo mundo digital e um entusiasta do empreendedorismo e da capacidade humana de superar e se adaptar!