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Você teve um boa ideia, e agora?

Você teve um boa ideia, e agora?

16.02.2015.

Exatamente! Vivemos um momento de estímulo e exaltação a inovação. Ideias inovadoras são vistas como a solução para o mundo moderno e para o futuro.

Entretanto, nos esquecemos que só a ideia não basta. Não raro, grandes ideias minguam e morrem sem nunca verem a luz do dia, não por causa de sua qualidade ou utilidade. Em geral o inventor é exatamente isso, um inventor.

Nem sempre o inventor consegue responder sozinho as perguntas principais sobre sua invenção: Conseguimos vender? Quem vai comprar isso? Por que alguém compraria isso?

Para respondera essa pergunta é preciso agregar ao inventor outro personagem que vem sendo exaltado pela sociedade atual, o empreendedor. Mas note que o empreendedor nem sempre é o cara das ideias brilhantes.

O empreendedor é aquele que responde, ou ajuda a responder, as perguntas principais sobre a invenção e a transforma em um produto a ser comercializado. É o cara da “mão na massa” (hands-on como gostam os americanos).

O inventor é antes de tudo um criado, um pensador e “resolvedor” de problemas com uma paixão incontrolável por melhorar as coisas, mudar o status quo. O empreendedor, por sua vez, é guiado pela ação, pela transformação. O que o motiva é a execução, a realização de algo, são naturalmente “fazedores”.

Não quero contrapor Empreendedores e Inovadores, ao contrário, a ideia aqui é explorar e tentar mostrar que não há inovação sem que os dois colaborem entre si. Mas depois que a ideia brilhando do inovador surge, é preciso que o empreendedor assuma e a “produtize” respondendo às perguntas importantes, definindo o modelo comercial de venda do produto e o público alvo consumidor.

Mas como funciona isso? Quem começa o processo de inovação, o empreendedor ou o inovador? Embora eu não tenha uma resposta bem embasada para essa pergunta, acredito que o ciclo começa sempre no inovador. É ele quem percebe uma necessidade e imagina uma forma de supri-la. Mas daí por diante o empreendedor precisa assumir e construir o empreendimento que venderá a ideia.

Estimular a inovação é fundamental, a meu ver, para o futuro da economia. Mas não basta lotamos a fila de ideias brilhantes, é preciso ter um mecanismo de consumo dessa fila, precisamos alimentar o mercado com novas ofertas de produtos e serviços baseados nas invenções.

É preciso criar um ecossistema que estimule a geração de ideias e que as converta em resultados práticos para a economia! Nosso problema não é falta de inovação, é a falta de empreendedores puxando as inovações e transformando-as em negócios reais.

Author:

Formado em engenharia de computação pela PUC-Rio é um apaixonado pelo mundo digital e um entusiasta do empreendedorismo e da capacidade humana de superar e se adaptar!